Sem pesar na mochila, tablet pode substituir livro e caderno

Confira matéria do jornal Brasil Econômico sobre o futuro dos livros e cadernos digitais.

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De acordo com o recente estudo Tablets in the Classroom, desenvolvido pela Piper Jaffray, a maioria das escolas dos EUA está testando tablets com o objetivo de ter, em 2016, mais tablets por alunos do que computadores.

O levantamento, realizado com 25 diretores de tecnologia da informação (TI) de estabelecimentos de ensino, mostra que 11% das escolas pesquisadas oferecem um tablet por aluno e que 66% esperam estar nesta condição em cinco anos, índice que certamente impressiona.

Já a Índia apresentou, recentemente, o Aakash, um tablet destinado a estudantes e que terá um projeto piloto de distribuição gratuita com 100 mil unidades. Na sequência, o dispositivo terá preço subsidiado de apenas US$ 35.

E o Brasil? Estamos acompanhando esta tendência mundial? Algumas iniciativas tímidas são colocadas em prática. O Centro Universitário UniSEB COC de Educação a Distância entregou tablets aos seus alunos durante o ano letivo de 2011. Com o dispositivo, os estudantes têm acesso a materiais didáticos e vídeos das aulas.

Os tablets contam ainda com aplicativos e permitem o acesso à internet. Desta forma, alunos podem fazer pesquisa ou ler notícias em tempo real. Uma forma, sem dúvida, eficaz para estudar!

Em Fortaleza, tivemos outra iniciativa – um pouco mais polêmica do que a do COC. O colégio Ari de Sá lançou a campanha “Tablets substituem livros”. Trata-se de uma afirmação ousada e o fato é que a iniciativa reforça alguns benefícios, entre os quais os alunos não precisarem carregar livros nas mochilas e poderem fazer consultas e aprimorar conhecimentos.

De olho nessas possibilidades, a escola bilíngue Cidade Jardim Playpen, de São Paulo, quer testar o uso de tablets em turmas do sexto ano a partir deste ano. A ideia é usar os dispositivos no lugar dos tradicionais cadernos.

Confesso que estou curiosa para ver o resultado desta iniciativa. Ainda tenho dúvidas sobre se abandonar cadernos e fichários é realmente a melhor solução, mas, por outro lado, acredito que toda iniciativa de adotar tecnologias na Educação tem sim muito a contribuir, tornando o ensino mais divertido, por exemplo.

Mas, e as iniciativas públicas? O que o governo está preparando em relação à adoção dos tablets nas escolas? O Ministério da Educação anunciou recentemente que, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, irá distribuir tablets para alunos de escolas públicas.

A iniciativa, em um primeiro momento muito interessante, esbarra, infelizmente, na realidade segundo a qual a maioria dos professores brasileiros ainda não está preparada para ensinar seus alunos com o suporte de tablets e de outras tecnologias.

Neste contexto, sem dúvida alguma, há a necessidade de se investir fortemente na formação de professores. Peça fundamental do processo de ensino-aprendizagem, o professor precisa se qualificar e aprender ao máximo a utilizar todos os recursos disponíveis nas novas tecnologias digitais.

Somente desta forma conseguirá elaborar uma boa aula e atender às expectativas dos alunos.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/sem-pesar-na-mochila-tablet-pode-substituir-livro-e-caderno_111561.html

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