Conectando e andando

O acesso à internet via celular dobrou de 2010 para 2011 e deve crescer ainda mais

Por Murilo Roncolato

SÃO PAULO – O acesso à internet pela rede de celular ainda é mais caro do que pela rede fixa no Brasil e está disponível para uma quantidade bem menor de municípios, mas a chamada “banda larga móvel” é a que mais cresce e a que mais deve se popularizar. A conclusão é de um estudo feito pela consultoria brasileira Teleco em parceria com a multinacional chinesa Huawei, que preveem um número quatro vezes maior de acessos à internet pelo celular em 2014 do que por cabo.

Navegar na internet por smartphones se tornou uma prática comum para dezenas de milhões de pessoas. O número dobrou entre 2010 e 2011, e a previsão é de que o Brasil tenha 124 milhões de acessos pela rede móvel até 2014. Para a banda larga fixa, a perspectiva é de que esse número chegue a 30 milhões.

Para cada 100 habitantes, segundo a pesquisa, são 21 acessos móveis (maior que a média internacional) e 8,4 acessos fixos (menor que a média) no Brasil. Isso porque a fixa está disponível em 99,8% dos municípios; enquanto a rede móvel chega a menos da metade deles (48,6%).

O presidente da Teleco, Eduardo Tude, afirma que os preços dos planos ainda são a maior barreira para o crescimento da internet no País, tanto para a internet fixa quanto a móvel. Em média, um plano com franquia de 500 megabytes e velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) sai por R$ 56,20 pela rede móvel. Na fixa, uma conexão de 1 Mbps custa entre R$ 29,80 e R$ 54,90.

Preço e universalização são dois dos pontos que fazem parte do Plano Nacional de Banda Larga, gerenciado pela Telebrás, sob o Ministério das Comunicações. A ideia do programa de governo é aumentar o acesso à internet e promover (indiretamente, por meio de competição) a expansão da oferta para mais cidades. Para isso as empresas devem vender conexões de 1 Mbps por no máximo R$ 35 mensais ou R$ 29,90, quando houver isenção de impostos estaduais.

Competição, ao lado do preço, é outro grande problema do setor. Os cenários entre móvel e fixa, nesse campo, são bem parecidos. De toda a área coberta com internet móvel, apenas 12,6% dos municípios têm duas operadoras ou mais disputando mercado, segundo o Balanço Huawei da Banda Larga 2011.

O panorama mostra que há uma preferência pelo celular conectado e muitas vezes esta é a única opção para acessar a internet. As operadoras brasileiras já sentem a movimentação em suas receitas. A participação dos planos de dados no ganho total das empresas brasileiras é semelhante à das operadoras de países desenvolvidos. Enquanto no Japão a taxa é superior a 50%, na Europa é 30% e no Brasil se tem, em média, 20,9%. A Vivo lidera o quadro nacional com 26,1% (alta de 39,1% em relação a 2010).

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/conectando-e-andando/

Cases internacionais

 

educopedia
Olimpiadas de jogos educacionais

Game + rede social

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/tecnologia/noticia/2012/03/15/aprender-e-bom-conectado-35790.php

PORTO DIGITAL

Aprender é bom conectado

Plataforma educacional que une jogo e rede social, geralmente proibidos no ambiente escolar, é o carro-chefe da Joy Street

Publicado em 15/03/2012, às 10h55

Do JC Online

 

Nada de enciclopédias empoeiradas no alto da estante. Os alunos de hoje aprendem conectados no mundo virtual. Mouse na mão e olhos atentos à tela, eles absorvem informações e passeiam por todo o mundo com apenas alguns cliques. “A criança não aprende mais verticalmente. Se tem dúvida, vai na internet e acha”, ressalta o CEO da Joy Street, Fred Vasconcelos. Sintonizada com essa demanda, nasceu a Joy Street, para incentivar o aprendizado com diálogo e diversão.

Embarcada no Porto Digital, a empresa é fruto de um consórcio de outras quatro: Jynx, Meantime Mobile, Manifesto Games e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). A Joy Street surgiu em 2010 em resposta a uma demanda lançada pela Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco ao Porto Digital. Segundo Fred, era preciso criar um novo modelo para aprendizagem escolar. Algo que incentivasse os alunos. “Eles queriam um portal, mas desenvolvemos um projeto maior, robusto e inovador”, conta.

O resultado foi uma plataforma educacional que une jogo e rede social, geralmente proibidos no ambiente escolar. E assim surgiu o sistema que sustenta as Olimpíadas de Jogos Digitais e Educação (OJE), entre outras atividades. “Construímos uma rede social ‘gameficada’. Tudo que fazemos lá soma pontos de experiência”, conta Fred. Ainda é possível participar de torneios, minijogos e enigmas tematizados com conteúdo pedagógico.

“A plataforma é conceitual e tecnológica. Se trocar o conteúdo dela, consigo dar uma outra aplicabilidade utilizando o mesmo conceito”, explica. No ano passado, mais de 100 mil alunos utilizaram a plataforma em cerca de 5 mil escolas em Pernambuco, Rio de Janeiro e Acre. “O objetivo para os próximos 12 meses é multiplicar o número de alunos por dez. Algo em torno de um milhão de estudantes em 15 mil escolas”, contabiliza Fred.

Para trabalhar com esse extenso conjunto de alunos, a Joy dividiu o público em dois segmentos: de 6 a 14 anos e a partir dos 14. Por enquanto, a solução é aplicada em escolas públicas, mas há previsão de expandir para as particulares no próximo ano. Todas as disciplinas são abordadas por idade, seguindo o conteúdo escolar. “Temos um time de 50 pessoas envolvidas no projeto, desde a concepção técnica até a criação de conteúdo”, explica.

A equipe tem desde doutores em psicologia cognitiva, passando por financistas e cientistas da computação até professores do ensino fundamental. “É preciso criar conteúdo o tempo todo. A plataforma está em constante mudança”, comenta Fred.

A Joy Street planeja expandir as atividades para outros três Estados, dois no Sudeste e um no Sul do País, além de adicionar quatro ou cinco municípios nos Estados em que já opera. “Temos gente fazendo pesquisa em campo dentro das escolas, analisando o uso e desempenho dos alunos”, diz.

Fred não mede palavras para ressaltar o aspecto que ele relata como sendo um dos mais positivos em relação ao projeto: a união dos alunos através do meio virtual. “É importante ter pessoas diferentes em seu time, como um nerd, para aumentar as chances de ganhar as competições”, destaca.

“Temos histórias de alunos envolvidos com drogas e violência que se interessaram em participar, deixaram de faltar aula e, além de passar de ano, conseguiram se relacionar com gente com quem não falava”, complementa.

Para o futuro, a Joy planeja ser a maior empresa de tecnologia educacional lúdica da América Latina. “E por que não uma das maiores do mundo?”, planeja Fred.

Smartphone Usage in Brazil: Why You’ll Be Surprised

There are 19 million smartphones in Brazil, that’s almost 9% of the total mobile phone market. That statistic is just one of many contained in a study recently released by Grupo.Mobi in partnership with the digital agency W/McCann and IPSOS. We took a deeper look at the study and summarized the key points below:

A fast-changing mobile market

The study was conducted in February this year among 1000 cell phone owners. The interviews took place online, meaning that respondents also Internet users, a bias to keep in mind. Still, the study paints an interesting portrait of the Brazilian mobile landscape and its evolution.

One of its most telling findings is that half of the smartphone owners it surveyed have acquired their phones over the last six months. This data is also confirmed by data released last week by Nielsen, showing a 165% increase in smartphone sales year-on-year. It means that the Brazilian market is changing fast, and it’s not stopping there. Among feature phone owners, 44% plan to change phones during the next semester. Overall, almost a third of respondents already own a smartphone.

Have smartphones reached the Brazilian masses?

This leads the study’s authors to conclude that “smartphones have reached the masses”. However, it might be overly optimistic. The number of 19 million smartphones is only a projection, based on the study sample. Among mobile phones sold in the first half of 2011, only 5.8% were smartphones, according to Nielsen. Still, a smartphone is becoming increasingly less of a luxury item. Among the study sample, 19% of the interviewees who belong to the lower middle class own one. Even the pricey iPhone is gaining ground; 10% of the respondents have one.

Outside of the well-known smartphone brands, alternatives and inexpensive imitations (such as the ‘HiPhone’) are also well represented. Despite their much lower pricing, they often boast advanced options such as digital TV. A non-negligible 18.5% of devices included in the study have TV access. Many of the so-called feature phones are actually far from basic, with features such as WiFi, GPS and touch screens.

Mobile phones, a door to the Internet and social networks

“Outlook of Smartphone Usage in Brazil” – as the study’s title says, its purpose isn’t only to find out what kind of phones people own, but also to understand how they use them. One of its main chapters is dedicated to Internet access. As an average, 41% of the respondents use their phones to access the Internet. The percentage rises to 83% among smartphone owners. The most active users are iPhone owners; they go online more often, share more content and buy more products from e-commerce merchants. However, 22.5% of feature phone owners also access the Internet.

For Brazilians, accessing social media is as important on the mobile phone as it is on the desktop. Of the respondents who access Internet from their phones, a whopping 83% use it to browse social platforms such as Orkut, Facebook, MSN and Twitter. As the study points out, “not having a smartphone doesn’t mean the user won’t access social networks”. Interestingly, the proportion of users who often access Facebook is very close to the proportion of Orkut users, even among the lower middle class. This contrasts with Internet usage, where Orkut still dominates, at least for now (see our previous story).

A growing need for adapted content

Facebook’s success could also have to do with its understanding of mobile users’ needs. As we reported last month, Mark Zuckerberg’s company recently launched an app for Java phones. This move responds to consumer demand. The majority of respondents to the study “wish there were more mobile content to access from their phone”. 49% also agree with the affirmation that “the available content format is not for [them]“.

sobre logo mobi Smartphone Usage in Brazil: Why Youll Be Surprised

According to the study’s leaders, this means that brands and site owners should follow Facebook’s path as soon as possible by developing their own apps and optimizing their websites for mobile access. Grupo.Mobi is promoting its own cause here: its motto is “Any screen, anywhere”. The group defines itself as a “mobile enabler”. With five offices across Brazil and one in London, its core activity is to assist clients with their mobile projects, from strategy to delivery. As for W/McCann, born from a recent merger between the agencies W/ and McCann Erickson, it describes itself as the “largest digital media buyer in Brazil”.

Despite their not-so-veiled interest, it would be hard not to share their conclusions. Internet access from mobile phones in Brazil is growing, and will continue to grow as smartphones become more common. From news outlets to e-commerce sites, all content providers need to adapt to this new reality – the earlier the better.