Planos baratos e pré-pagos visam popularizar internet móvel; veja quanto custa o acesso

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21/03/2012 – 06h00 / Atualizada 21/03/2012 – 06h00

Planos baratos e pré-pagos visam popularizar internet móvel; veja quanto custa o acesso

Guilherme Tagiaroli
Do UOL, em São Paulo
  • Ofertas de internet móvel variam entre R$ 0,33/dia (em contrato mensal) a R$ 0,50/diaOfertas de internet móvel variam entre R$ 0,33/dia (em contrato mensal) a R$ 0,50/dia

As principais operadoras de telefonia móvel apostam no aumento de internet banda larga móvel neste ano. A maior prova disso são as ofertas que variam de R$ 0,33/dia a R$ 0,50/dia. Com este valor, qualquer usuário pode ter acesso móvel à web com seu celular pré-pago, que suporte internet 2G ou 3G. Veja aqui quanto custa acessar a internet no telefone com plano pré.

O interesse dessa popularização, claro, não é unilateral. Da mesma forma que as companhias baixam os preços, os usuários de diversas classes sociais têm cada vez mais interesse em realizar no telefone as atividades típicas do computador. “Há um crescente interesse da nova classe C em usar o celular para enviar mensagens, o que não é nenhuma novidade, e também acessar redes sociais”, argumentou Albino Serra, diretor da regional São Paulo da Claro.

De acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), no Brasil há 47,2 milhões de acessos móveis à internet. A projeção para crescimento do serviço de internet móvel no Brasil, segundo um estudo conduzido pela consultoria Teleco, é que até o fim de 2012 haja 73 milhões de acessos – um acréscimo de 25 milhões.

Para atingir este público que quer cada vez mais estar conectado, as companhias de telefonia móvel, além do preço, adotam ações agressivas. “O segredo é a capilaridade somada a uma oferta matadora. Nossos pontos de venda vão da funerária ao hospital”, brinca Juliana Teixeira, gerente de canais de massa da Tim.

Operadora Plano pré de internet móvel Velocidade máxima Cobertura em número de cidades* Participação do mercado**
Vivo R$ 0,33/dia no plano mensal 1 Mbps 2.516 29,85%
Tim R$ 0,50/dia (cliente só paga se usar) 500 Kbps 488 26,62%
Claro R$ 0,39/dia no plano mensal 1 Mbps 657 24,66%
Oi R$ 0,33/dia no plano mensal 1 Mbps 250 18,56%

No ano passado, a Tim foi uma das empresas que mais aumentou a participação no mercado de telefonia móvel. A companhia, segundo dados da Anatel, passou a Claro, ocupando o posto de segunda operadora com maior participação de mercado atrás da Vivo. No entanto, em função do alto crescimento, a companhia teve problemas com a justiça em alguns Estados do Nordeste por não oferecer serviços apropriados, gerando um congestionamento de rede.

Voz puxa dados

A principal estratégia utilizada pelas operadoras é o que elas chamam de efeito comunidade, que acaba angariando clientes por meio de planos de voz. “Isso consiste no fato de as empresas oferecerem ligações ou mensagens a tarifas muito baratas entre usuários da mesma operadora. Quanto maior o número de pessoas utilizando o chip de uma operadora, maior o apelo”, explica Eduardo Tude, da consultoria em telecomunicações Teleco.

Smartphones que devem chegar ao mercado braileiro

Foto 11 de 72 – Smartphone Galaxy Beam tem projetor embutido que exibe imagens em até 50 polegadas Mais Divulgação

Esse processo fez com que o mercado cada vez mais se tornasse multichip, não só pela oferta de voz, mas também pela facilidade no acesso à internet móvel. É normal que usuários tenham cartões SIM conforme a conveniência de promoções ou em função do efeito comunidade.

“O consumidor pré-pago hoje em dia tem no mínimo dois chips. Ele procura utilizar as promoções das operadoras da melhor forma possível”, analisa Bernardo Winik, diretor de vendas de varejo da Oi. De acordo com ele, é normal que um usuário tenha, por exemplo, um chip só para acessar a web e um outro só para fazer ligações para familiares.

Já a Vivo, líder de mercado de telefonia móvel, por mais que tenha planos pré, continua com os olhos no mercado pós. “Nosso foco é plano pós-pago, que é nossa principal fonte de faturamento. Há muito a ser explorado ainda nesta área de pós. Esses clientes não gostam das limitações das linhas pré”, disse Marcio Fabris, diretor de marketing da Vivo.

Barateamento de smartphones

Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, afirma que o número de usuários de internet móvel que quase dobrou em 2011. “A tendência, este ano, é aumentar ainda mais. As pessoas preferem ter um celular conectado à internet, para acessar de qualquer lugar”, disse em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, em fevereiro.

Segundo Tude, da consultoria Teleco, a redução no preço de smartphones contribuiu para a difusão da internet móvel no país. Porém, modelos intermediários continuam caros ao público: muitos chegam a custar até quatro vezes mais que celulares básicos. Atualmente, modelos de entrada com conexão 2G que permitem acesso a redes sociais e e-mail custam cerca de R$ 300. Já smartphones que acessam redes 3G têm custo inicial de R$ 400.

“Barba, cabelo e bigode”

A próxima onda das operadoras de telefonia móvel é a oferta de serviços completos na área de comunicação. A ideia é oferecer telefonia (móvel e fixa), internet (móvel e fixa) e TV por assinatura. Pelo menos três das grandes operadoras já têm pacotes do tipo.

A Vivo, comprada pela Telefônica, já oferece serviço de internet por fibra óptica em algumas regiões, junto com serviços de TV a cabo e telefonia. Todos os serviços de telecomunicações da Telefônica migrarão para o nome Vivo.. A Claro tem o Claro Combo, que une as ofertas de internet fixa e TV da Net, telefonia fixa da Embratel e internet móvel da Claro.

Já a Oi, com o pacote internet total lançado no ano passado, disponibiliza ao usuário banda larga fixa, móvel e rede Wi-Fi. A companhia deve, em breve, integrar ao combo o serviço de assinatura Oi TV.

A única operadora que ainda não tem um serviço disponível que integra os serviços de telecomunicações é a Tim. No entanto, a companhia já anunciou internet fixa por fibra óptica em algumas regiões e, em breve, deve oferecer TV por assinatura com a Sky.

* Cobertura segundo estudo da Huawei de março/12 em parceria com a consultoria Teleco.

** Dados da Anatel referentes a fevereiro/12.

The book is on the tablet

http://www.neteducacao.com.br/acontece/materias-especiais/the-book-is-on-the-tablet

Dispositivos como iPad e Galaxy podem ser úteis em sala de aula, desde que haja um projeto pedagógico para que a novidade não seja só mais um modismo.

PrimaPagina

“Estamos vivendo uma esperada revolução.” As palavras são da psicóloga Rosa Maria Farah, professora da Faculdade de Psicologia da PUC-SP e coordenadora do Núcleo de Pesquisas de Psicologia em Informática (NPPI). Segundo a profissional, a dinâmica na sala de aula permanecia a mesma há muitas gerações: carteiras, lousas e giz. Porém, agora, os próprios alunos estão levando seus equipamentos de uso pessoal para a escola, e o fenômeno ocorre em todas as faixas sociais. Há os professores que procuram integrar essa nova realidade ao ensino e há os que a evitam, tentando coibi-la em seu território. Os adeptos enxergam aí a oportunidade de diminuir o contraste que existe entre a vida cotidiana moderna dos estudantes e um sistema educacional que pouco se alterou nas últimas décadas. “Os alunos são nativos digitais e buscam autonomia, colaboração, velocidade e customização, entre outros aspectos que devem compor a sala de aula contemporânea”, afirma Tadeu Terra, diretor de Mídias e Conteúdos Digitais da Pearson Brasil (detentora dos sistemas de ensino COC, Dom Bosco e Pueri Domus).

A bola da vez dessa revolução é o tablet, um dos melhores exemplos de como aproximar o sistema escolar da vida dos alunos. Possibilita aulas mais criativas e interessantes, é facilmente manuseado e seu uso é intuitivo. A tela, sensível ao toque, possibilita interatividade. É possível adaptar o conteúdo curricular ao dispositivo, potencializando seus efeitos por meio de imagens ricas e dinâmicas, games, animações e vídeos. “A grande vantagem é a portabilidade: o aluno leva para onde for e acessa a internet de praticamente qualquer lugar”, destaca Ricardo Falco, diretor do Integral, escola de Campinas (SP) que, no início de 2011, distribuiu iPads aos 50 estudantes matriculados em seu curso pré-vestibular.

Mas ainda há um caminho a ser percorrido. Segundo Francisco Ferreira, diretor do Ensino Fundamental e Médio da Escola Viva, em São Paulo, a oferta de conteúdo curricular para os tablets ainda é baixa. A maior parte dos aplicativos é em inglês. Existe a questão de direitos autorais dos materiais didáticos para novas mídias. O que é usado atualmente, em sua maioria, é conteúdo próprio criado pela escola ou sistema de ensino, como no caso da Pearson. Os colégios ainda estão iniciando nesse novo mundo. Muitos deles, em um primeiro estágio, ofereceram os aparelhos aos professores para que se familiarizassem e entendessem suas possibilidades para, em um segundo momento, iniciar a adaptação de alguns conteúdos.

Capacitar é preciso

É, sem dúvida, um grande desafio a educadores e professores, uma vez que para fazer bom uso de aparelhos e ferramentas, é preciso domínio técnico.  Nesse sentido, saem na frente as escolas que investem em formação. No Integral, os professores foram capacitados antes do início do ano letivo. A direção estabeleceu as diretrizes (determinou, por exemplo, que as apresentações das aulas tivessem versão em pdf para serem lidas nos tablets) e treinou os docentes em alguns aplicativos que seriam instalados nos aparelhos dados aos alunos. “O resultado foi muito bom. No ano que vem, vamos fazer o mesmo para todos os níveis de ensino”, afirma Falco. A escola tem quatro unidades em Campinas e cerca de 1.500 alunos no Infantil, Fundamental e Médio, além do Cursinho.

O Ministério da Educação (MEC) ainda está preparando sua política para a área, mas já deu sinais de que aposta na tendência. O ministro Fernando Haddad anunciou, em setembro, que em 2012 o governo federal começaria a distribuir tablets para escolas públicas. “Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais”, disse na ocasião. “Precisamos, agora, dar um salto com os tablets. Mas temos que fazer isso de maneira a fortalecer a indústria, os autores, as editoras.” Estas, aliás, estão dando seus primeiros passos no setor – nada de espantar, considerando que o modelo mais vendido, o iPad, começou a ser comercializado no Brasil apenas em dezembro de 2010.

“Há vários aspectos técnicos, operacionais e jurídicos a analisar, de modo que as editoras possam produzir conteúdo digital de qualidade a ser efetivamente utilizado pelos professores e alunos com os devidos cuidados em relação ao direto autoral e à segurança contra a pirataria digital”, afirma Beatriz Grellet, gerente executiva da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros).

Na Editora Moderna, líder no segmento de livros didáticos, a estratégia inicial foi vincular o conteúdo para tablet a um produto já existente, o Moderna Plus, coleção que traz recursos multimídia complementares ao livro impresso. Antes, o material extra ficava abrigado num site; agora, também em aplicativos para sistemas operacionais iOS (iPad) e Android (Galaxy, Motorola e outros). “Os alunos e os professores continuam tendo acesso ao Portal Moderna Plus, que possui recursos multimídia, simuladores, informações sobre o Enem e vestibulares”, afirma o diretor de Marketing e Serviços Educacionais da empresa, Miguel Thompson. “Para o tablet, também foram incorporados os objetos instrucionais multimídia interativos, como vídeos, áudios e animações pertinentes ao trabalho em sala de aula, que estarão disponíveis para uso off-line e serão atualizados periodicamente.”, atesta Thompson.

Ainda que o processo seja incipiente, uma coisa é clara para os especialistas: de nada adianta fornecer tablets aos alunos se o professor for esquecido no processo. De acordo com Tadeu Terra, a tecnologia pela tecnologia em si não traz resultado efetivo para a melhoria do ensino. “O que importa não é a ferramenta, mas a mudança de paradigmas no processo pedagógico. O aparelho a ser usado varia de acordo com as necessidades; portanto, antes do dispositivo, deve-se considerar a proposta pedagógica, e só então a sua adequação ao aparelho de forma a explorar os recursos disponíveis”, completa. “A tecnologia digital deve ser utilizada de maneira a contribuir efetivamente para o aprimoramento da educação, e não como simples incorporação de um modismo”, concorda Beatriz Grellet.

Mais do que nunca, o real significado do termo pedagogo – que vem do grego paidós (criança) e agogé (condução) – precisa ser aplicado. O papel do educador passa a ser, cada vez mais, o de estimular a busca do conhecimento, orientando o acesso à informação e a postura do aluno para compreensão e análise da mesma. E quanto mais próximo estiver da realidade de seus alunos, mais fácil será fazê-lo.

O computador morreu. Chegou a era dos tablets

O reinado do PC está chegando ao fim. Grandes marcas, como Apple, Samsung, Dell e HP, estão prestes a trazer para o Brasil seus tablets. E eles vão mudar a forma de vender, de trabalhar e de se divertir

Por Ralphe Manzoni Jr.

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Vídeo: o editor Ralphe Manzoni Jr. fala sobre a morte do PC
Alinhados, como se estivessem em um batalhão, funcionários da Galderma, uma joint venture entre Nestlé e L’Oréal, indústria farmacêutica exclusivamente dermatológica, posaram para esta foto que você vê logo abaixo. Eles fazem parte de uma tropa de elite que, empunhando os seus iPads, começa a realizar o funeral do computador pessoal. O PC, da forma que conhecemos, morreu.

Na semana passada, 120 funcionários da Galderma foram às ruas com seus tablets e se transformaram na primeira força de vendas do País a usar o equipamento da Apple de forma corporativa. Agora, quando visitam médicos, esse exército de homens e mulheres de iPad faz a demonstração técnica dos produtos nesta pequena geringonça tecnológica que parece uma tábua (daí o nome tablets), mede 24 centímetros de altura por 18 centímetros de largura, pesa 680 gramas e tem espessura de apenas 1,3 centímetro.
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Tropa de iPads: toda a equipe de vendas da Galderma já trabalha com tablets
“Agora, consigo atualizar o meu material promocional em apenas um dia. Antes, demorava 40 dias”, afirma Juan Carlos Gaona, CEO da Galderma do Brasil. “É uma enorme vantagem sobre os meus concorrentes.” O batalhão de iPads da Galderma é o símbolo de uma grande transformação no setor de tecnologia.
Com mais de 30 anos de vida (e de bons serviços prestados), o computador pessoal está com os dias contados para os tablets. E essa febre, que tomou o mercado mundial, chega oficialmente ao Brasil a partir de novembro, com o lançamento do Galaxy Tab, da Samsung. Apple, Dell, ZTE, Huawei, Cisco, Awaya e HP prometem seus produtos para os próximos meses.
Apesar disso, os PCs não vão deixar de existir. Suas vendas globais, inclusive, crescerão vagarosamente nos próximos anos, chegando a mais de 500 milhões de unidades em 2014. Mas eles perderão o status de ser os protagonistas da computação. “A maioria das pessoas vai usar computadores portáteis e com telas sensíveis ao toque, como smartphones e iPads”, diz à DINHEIRO Nicholas Carr, jornalista americano e autor do livro A grande mudança, que defende a tese de que a tecnologia se transformará em um serviço público, assim como a energia elétrica.
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“Mas os PCs, tanto os laptops como os desktops, continuarão a ser úteis para certas tarefas que exigem grandes telas e teclados tradicionais.” Esse é o ponto crucial. O CD não desapareceu, mas passou a ser um produto de nicho com o surgimento da música digital. O mesmo vai acontecer com o computador pessoal.
“Grande parte das pessoas quer surfar na internet, checar e-mails ou interagir nas redes sociais. Para isso, elas não precisam de um PC”, afirma Jeffrey Cole, diretor do Centro para o Futuro Digital da University of Southern California. O mantra dessa nova era é a mobilidade e a conexão total com a internet de qualquer lugar a qualquer hora.
Os tablets levam este conceito às últimas consequências, com a vantagem de ter uma tela bem maior do que um smartphone e uma interface revolucionária que permite fazer tudo com o toque dos dedos, sem a necessidade de um mouse e um teclado – itens que vão estar ao lado do PC em seu obituário.
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Jorge Moskovitz, da Serena Software (à esq.), abandonou o notebook em suas viagens.
Eduardo Machado (ao lado), do COC e da rede de ensino a distância Unyca, vai
dar 30 mil tablets aos alunos em 2011. José Papa Neto, da ESPN, praticamente
esqueceu de seu PC depois de comprar um iPad
“Depois dele, abandonei o meu notebook”, afirma Jorge Moskovitz, diretor para a América do Sul da empresa de tecnologia Serena Software, que passa pelo menos duas semanas por mês visitando países pela região. O diretor de novos negócios da rede de tevê esportiva ESPN, José Papa Neto, não esqueceu ainda do desktop, mas agora só passa 10% de seu tempo com ele. “Sou um fervoroso usuário de Blackberry e do iPad”, diz ele. “Nas viagens curtas, só levo o iPad.”
O comportamento destes dois executivos demonstra uma  tendência que acontece com quem usa um tablet. O computador vai ficando de lado, esquecido. E o motivo é simples: eles substituem a maioria das tarefas que um usuário comum faz no dia a dia. O que é surpreendente, nesta aurora dos tablets, é que eles estão encontrando também um espaço dentro das empresas mais rápido do que se imaginava. Observe mais uma vez o exemplo da Galderma, cuja operação brasileira fatura R$ 250 milhões.
Visitar médicos faz parte do DNA da indústria farmacêutica. Até hoje, isso é feito com material de papel. “Tentamos usar notebooks, mas eles são pesados, demoram a ligar e sempre travam”, alega Márcio Rodrigues, diretor de marketing da companhia. Desde o lançamento do iPad, a empresa importou seis máquinas, desenvolveu um aplicativo próprio e foi a campo testar o aparelho.
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Agora, todo o material está no tablet, com uso de imagem de alta definição, vídeos que permitem demonstração de procedimentos e do mecanismo de funcionamento dos produtos aos médicos. Deu tão certo que a empresa resolveu equipar os seus 120 representantes, em um investimento de R$ 350 mil. A ideia agora será exportada para as subsidiárias da Alemanha e da Austrália.
O impacto desses equipamentos, no entanto, irá além. Os tablets têm recursos para acessar a internet, ver vídeos, ouvir música, receber e enviar e-mails, organizar fotos, jogar games, ler livros eletrônicos e revistas. Aliás, o prazer da leitura é muito superior ao de um PC. Versátil, eles influenciarão vários setores econômicos, que vão do editorial até o educacional.
No Brasil, Chaim Zaher, que é dono da rede de ensino COC, está comprando até 30 mil tablets para dar aos seus alunos a partir de 2011. É a maior aquisição de tablets no País, um investimento que pode chegar até a R$ 20 milhões. “Queria comprar 60 mil, mas o problema é que eles não têm para entregar”, afirma o empresário.
As máquinas, produzidas na China, serão usadas para substituir o material didático no formato em papel.“Em dois anos, todo o material vai ser digital”, diz Zaher. “Essa é uma revolução que vai atingir as escolas privadas e públicas.” A rápida ascensão dos tablets, de fato, impressiona. Relatório da Bernstein Research informou que o iPad se tornou o aparelho eletrônico com a mais rápida adoção entre os consumidores, com 3 milhões de unidades vendidas nos três primeiros meses de comercialização.
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O ritmo de vendas do tablet é três vezes maior do que o iPhone e supera em dez vezes o eletrônico fora da categoria de telefones que liderava o ranking até então: os tocadores de DVD, que venderam 350 mil unidades no primeiro ano. Nessa velocidade, prevê a Bernstein Research, o iPad levará os tablets a ultrapassarem, no ano que vem, celulares e consoles de videogame e se tornarem a quarta maior categoria de letrônicos nos EUA, atrás de televisores, smartphones e notebooks.
Dois importantes institutos de pesquisa publicaram também dados que mostram que as vendas de computadores pessoais cresceram menos do que o esperado no terceiro trimestre de 2010. O Gartner divulgou que as aquisições de PCs aumentaram em 7,6%. A previsão era de expansão de 12,7%. O IDC, que tem uma metodologia diferente, mostrou um crescimento de 11%, 3% a menos do que previra.
O culpado? Os consumidores estão considerando comprar tablets, disseram ambas as empresas. Nesse período, a Apple vendeu 4,1 milhões de iPads. Se eles tivessem sido incluídos nesses dados, as duas companhias teriam acertado suas projeções. Em outro relatório, o Gartner estima que serão comercializados 19,4 milhões de tablets em 2010.
Em 2014, o número chegará a 208 milhões de unidades, de empresas como Apple, Samsung, Dell, HP, Cisco, Avaya, Researh in Motion, ZTE, Huawei, Toshiba, entre tantas companhias que semanalmente anunciam que vão ter um produto para competir nesse  segmento. “É inegável que os tablets apresentam um novo cenário mundial”, diz Luciano Crippa, analista da consultoria IDC.
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O Brasil entra oficialmente na era dos tablets – apesar de milhares de iPads já fazerem parte do cotidiano de muitos executivos e de empresas via importação direta – a partir de novembro. A coreana Samsung deve ser a primeira, ao lançar o Galaxy Tablet, que roda o sistema operacional Android, do Google. “Ele será fabricado no Brasil e terá recurso de tevê digital”, afirma Hamilton Yoshida, diretor de marketing da companhia. O iPad deve chegar logo em seguida.
Ao longo do próximo ano, vários outros aparelhos também serão vendidos para o consumidor brasileiro, como o da chinesa ZTE. “Nosso grande diferencial será o preço”, diz Eliandro Ávila, presidente da subsidiária local da companhia. A também chinesa Huawei seguirá estratégia semelhante.
“Esse é um mercado que nasce com muitos concorrentes, por isso nosso objetivo é ser o mais barato”, afirma Marcelo Najnudel, gerente da empresa. A Dell aposta na versatilidade de seu produto. “O Streak é um tablet que substitui o smartphone”, declara Sandra Chen, gerente de marketing da companhia.
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A Positivo, maior fabricante de computadores do Brasil, também deve entrar nesse segmento em 2011.“É óbvio que vamos ter um tablet, não podemos ficar fora desse mercado”, afirmou Hélio Rotenberg, presidente da companhia, em entrevista à DINHEIRO, publicada em julho.
Quando foi lançado, em abril, o iPad parecia um iPhone gigante. Muita gente ironizou esse fato. Outros criticaram Steve Jobs. O presidente do banco de investimento Credit Suisse, José Olympio Pereira, envolvido em várias aberturas de capital no Brasil, era um dos céticos. Em uma viagem aos EUA, comprou o equipamento. Logo em seguida, teve de adquirir mais dois, pois seus filhos não o deixavam usar o tablet.
Hoje, o computador de sua casa está acumulando teias de aranha. Detalhe, ele é irmão de Marcos Pereira, um dos donos da editora Sextante. Ambos são netos de José Olympio, famoso editor brasileiro. “Depois do iPad, passei a acreditar de vez no livro digital”, diz Olympio Pereira. Mais um sinal de que as revoluções do iPad estão em quase todos os lugares. Vida longa aos tablets.

* Colaborou Bruno Galo

A pedagogia da marquetagem

Elio Gaspari

28/12/2011

Brasília quer comprar 300 mil tablets, e o Cazaquistão, terra de Borat, 83 mil, mas NY comprou só 2.000

A compra de 300 mil tabuletas (equipamento também conhecido como “tablet”) para estudantes da rede de ensino público nacional poderá ser a última encrenca da gestão do ministro Fernando Haddad, ou a primeira de Aloizio Mercadante. O repórter Luciano Máximo informa que falta pouco para que o governo federal ponha na rua o edital de licitação para essa encomenda.

Governos que pagam mal aos professores, que não têm programas sérios de capacitação dos mestres, onde as escolas estão caindo aos pedaços, descobriram que a compra de equipamentos eletrônicos é um bálsamo da pedagogia da marquetagem. Cria-se a impressão de que se chegou ao futuro sem sair do passado.

O governo de Pernambuco licitou a compra de 170 mil tabuletas, num investimento global de R$ 17 milhões. A Prefeitura do Rio anunciou em outubro que tem um projeto para distribuir outras 25 mil. A de São Paulo contratou o aluguel de 10 mil ao preço de R$ 139 milhões. Felizmente, o negócio foi abatido em voo.

A rede pública de Nova York, com 1,1 milhão de estudantes, investiu apenas US$ 1,3 milhão, numa experiência que colocou 2.000 iPads nas mãos de professores e de alunos de algumas escolas. Já a cidade mineira de Itabira (12 mil jovens na rede pública) comprou 3.000 laptops, num investimento de US$ 573 mil.

Na Índia, onde se fabricam tabuletas simples por US$ 35, existe um projeto piloto para 100 mil alunos num universo de 300 milhões de estudantes. Se tudo der certo, algum dia distribuirão 10 milhões de unidades. Na Coreia, o governo planeja colocar tabuletas nas mãos de todas as crianças do ensino fundamental. Lá, a garotada tem jornadas de estudo de 12 h diárias.

O projeto de Pindorama parece-se mais com o do Cazaquistão do companheiro Borat, onde se prevê a compra de 83 mil tabuletas até 2020.

Encomendas milionárias de computadores ou tabuletas para a rede pública são apenas compras milionárias, com tudo o que isso significa. Se a doutora Dilma quiser, pode pedir as avaliações técnicas que porventura existam do programa federal “Um Computador por Aluno”.

Com quatro anos de existência, o UCA tem muitos padrinhos e fornecedores (150 mil máquinas entregues e 450 mil encomendadas por Estados e municípios). Nele, algumas coisas deram certo. Outras deram errado, ora por falta de treinamento dos professores, ora pela compra de equipamentos condenados à obsolescência.

Uma boa ideia não precisa desembocar em contratos megalomaníacos que terminam em escândalos. Se um cidadão que cuida do seu orçamento não sabe qual tabuleta deve comprar, o governo, que cuida da Bolsa da Viúva, deve ter a humildade de reconhecer que não se deve encomendar 300 mil tabuletas, atendendo a fabricantes que não conseguem produzir máquinas baratas como as indianas ou versáteis como as americanas, as japonesas e as coreanas.

Se esses equipamentos só desembarcarem em cidades e escolas onde houver banda larga e professores devidamente capacitados, tudo bem. Se o que se busca é propaganda, basta comprar vinte tabuletas, chamar a equipe de marqueteiros que faz filmes para as campanhas eleitorais e rodar o video. Consegue-se o efeito e economiza-se uma montanha de dinheiro.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/17235-a-pedagogia-da-marquetagem.shtml

Tablets nas aulas de Matemática

Jeannetta Mitchell, a professora de matemática da Pesidio Middle School contou um pouco sobre um projeto piloto de uso de tablets pelos alunos nas aulas de Algebra. Confira matéria do site Mind/Shift.

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For more detail about my visit to the Presidio Middle School’s iPad algebra class, here’s the complete Q&A with eighth-grade teacher Jeannetta Mitchell. She talks about the practicalities of forgoing the traditional textbook and seeing students find different ways of learning the material.

Far from being afraid of the technology — or believing that it will be the beacon of hope — this veteran teacher is a pragmatist. She’s determined to find the best way to grab her students’ interest and get them to enjoy learning.

Q. Do you think the iPad is actually changing the way students learn?

A. I definitely believe it’s changing the way they learn. The iPad is more than just a textbook. It has example videos to watch, so if I’m teaching in class and explaining something, they take notes. They think they understand, they go home, they might forget to do something or they’re not sure. They watch the video at home and it’s a teacher explaining the very same concept. So it’s like taking the teacher home with them.

Given the fact that it’s on an iPad, they’re more apt to use it. Because the other students using print textbooks who have the same access to the videos online but who are not using iPads, they have to go to the computer and the Internet. And a kid doing homework at home, they’re not going to go to the computer, find the site, put in their user name and password. They’re not going to bother, because they think, “She’ll just explain it to me tomorrow.” But the kid with the iPad — it’s right there. All they have to do is hit a couple of buttons and watch the video. They’re more apt to use it.

Q. Where do they work out the problems?

A. On some of the pages on the iPad, there is a sketchpad … But I don’t think it can replace the pen and pencil; they’re still necessary for math. I want to see their work, because if the answer is incorrect, I need to see where they made the mistake.

Q. Do you allow them to use the calculator?

A. I don’t because these are numbers they should be comfortable with. If they use a calculator, they don’t get a sense of what makes sense and what doesn’t. I only let them use the calculator to check the work, not to do the work.

Q. How have their test scores measured up?

A. Initially, the test scores did not represent what everybody had hoped they would represent. The students performed actually at a lower level than my other three classes using print textbooks. And I had a conversation with the class explaining to them that the ipad was not the panacea of all ills. It wasn’t the magic wand that was going to do everything for them, that they still had to think. You have to be engaged. It’s not giving you the answers, it’s helping you get the answers.

But since I showed them the videos and they saw how helpful the videos were, they started using them. And I’ve noticed that the grades have gotten a lot better since I told them to use what’s available. You cannot convince any school, any district, to use this device if you’re not utilizing all the capabilities it has for you.

Q. Have the grades improved?

A. Yes. There’s not that big a discrepancy at all [between the classes that use the textbook and the iPad]. You would not be able to separate them between the classes. But I’m interested in seeing by the end of the year if it actually surpasses the others.

One of the things about the iPad, though, it’s a great tool, but it’s like anything, if you don’t use the tool you’re not going to get anything accomplished.

Q. Do you see the iPad helping with students who are having a hard time?

A. It helps the kid who wants to do well, but in middle school, it’s not going to magically make it happen for them. It’s not the magic wand. But if nothing else, it helps not carrying around a 10-pound book. But overall, the majority of the kids are using it for what it’s for. They’re taking advantage of what it can do.

One thing I do, I can provide multiple choice questions and their iPads will synch to my iPad and I’ll have [the answers] and they’ll have a timer. They do the work, and on my iPad, I can see how many kids are choosing which answers. The benefit for me is that if there are a number of people who are choosing one answer and it’s incorrect, it’s a quick cue for me to go back and see where’s the disconnect, what’s the problem. And it’s so immediate.

It’s different than saying, “How many of you don’t understand this,” or “How many of you got the wrong answer.” Kids aren’t going to hold up their hands to vote, but on their iPad, they know they’re somewhat anonymous. It just helps me.

Q. Your students told me the iPads make math more fun.

A. It is fun! And we made it to where they can personalize it, and they’re allowed to get their music on it and things like that. But they also know that I have the capability of finding out every site that they’ve ever gone to, and not one child has gone on a site that they’re not supposed to.

But what’s great is that [principal] Pam Clisham has been really instrumental in getting the message to all the parents. They had to sign off on it. If anything happens they have to replace it, they have to buy insurance for it, and they have to know what sites [students] can’t use.

But the parents knew this was something big, and they wanted their child to participate. You have to get parents bought into it.

Q. At this point, do you think the iPad or the e-reader is just another passing fad, or will it really change what’s happening in schools?

A. I don’t think it’s a passing fad at all. When I look at students when they’re handed these big books, and a child looks at that fat book, they won’t say it verbally, they say it to themselves subconsciously, “I can’t learn that.” And I can see it on their faces.

With an iPad, they can look at it, they believe they’re going to learn what they have to from it because they don’t see the whole book. They see bits of information as it’s presented.

So I don’t get anyone who thinks, “I don’t get the first two chapters, I don’t get it, so I’m done.”

It’s a positive thing for them. Plus they don’t have a fear of anything electronic — they’re still showing me things — but they do have fear of a fat textbook.

Q. What are some things you might change about this particular app for algebra?

A. We’re in contact weekly with Apple and the publishing company. They’re not saying, Here’s the perfect tool. Just take the test and we’ll take the results. They’re always asking what else can it do? That’s what I appreciate about it.

One thing that’s problematic is that the teacher’s edition is not on my iPad. Mine looks just like the students’, so I still have to use the big textbook. So hopefully they’ll have a teacher’s app.

And there needs to be a place for the kids to do the work. They’re working on how to reconfigure the sketchpad so it’s easier to use.

The supplementary pages are in the back of the book and are hard to find.

But what’s nice is they can make a note, either oral or type it in, to find something.

They also can record what I’m saying in class, and that happens more often than I thought. So when I’m talking, the kids can have record button on. It’s very clear what’s being said. They literally can take the teacher home with them. I have to make sure I know what I’m telling them.

And when they’re listening to something, or they want to make an oral note, they speak into the speaker it.

And they can add math apps. They can personalize it.

Q. As a teacher who’s now using the iPad in class, what do you say to those who fear it will replace them?

A. Anyone who thinks that the iPad or online textbook is going to replace them, they don’t have to worry about that. It’s just like giving a book to a student who reads well and telling them to teach themselves. That doesn’t happen.

Only the classroom teacher can see the disconnect, the child that has the question but isn’t asking. You have to be involved. I as a teacher cannot sit down while I’m teaching. That’s impossible. You have to move around and keep students engaged. There’s no doubt in my mind that if I left the room they would not be testing as well as they are. They need a teacher. So I don’t think that’s a problem.

Q. So how do you use the video tutorials?

A. Because how I teach might be different than what’s in the video, and the reality is that there’s more than one way to solve something. It doesn’t necessarily mimic me.

Q. Is the iPad helping students who are having a hard time?

A. I have students who are participating in this class who did not participate in their previous math classes. So it does engage them. Is it going to make them all brainiacs and straight A students? No, it’s not going to do that, but it will keep them engaged.

They’re interested. But at the same time I walk around making sure they’re doing what I want them to do, instead of some other applications. But that’s what a teacher does even when they have a textbook. Just like if they’re holding a cartoon book in front of their textbook.

I don’t believe the students think, “Well I won’t pay attention in class because I can watch it at home.” That’s not the case. They really use it as a supplement, not as a replacement of the teacher.

Q. Do you think the iPad is motivating students to try harder?

A. Some of them are definitely trying more. “I had to watch it three times before I really got it, Ms. Mitchell.” And I say: “But how did you feel when you got it?” They say: “I understand it.”

I’ve never had a student say: “I’ve read this three times in the book, and I don’t get it, I’ll ask Ms. Mitchell tomorrow.” But they will watch that video.

But they don’t have to watch the video. They can see the problem and the iPad shows them the first step in solving it. So they go, ‘Oh, I can get it.’ Because many times you just need a boost, a reminder. And they pull down and see the next step, so it just introduces it a little at a time, it doesn’t just give the answer.

That’s one of the best things about the iPad as opposed to the book. It shows how to solve. The textbook just has answers in the back, no explanation as to how to get there. The iPad shows step by step how to get to it, so that’s the real plus.

Q. But is it solving the problem for them? Are they learning in that case?

A. They don’t really look at it as it’s solving the problem for them. They really want to understand. Kids really do want to learn, and this just makes it more fun for them to learn. Nobody’s just sitting there writing down the answer, saying, “I don’t know how I got there. They know how they got there.”

I don’t see anyone thinking that they got one over on the teacher because they got the answers off the machine.

Q. How have students been treating these expensive gadgets?

A. A week ago, none were lost or damaged. Now we have just one that’s missing. It was left somewhere that other people knew how to get to it. But the people who took it don’t realize we have a GPS on it. And the parents had bought insurance, but the replacement hasn’t come yet.

But mostly they’ve been really responsible. They give me iPads, I lock it up until class time, then I lock it until the end of the day when they come back for it.

 Lenny Gonzalez

Q. What do you think is going to happen to textbooks in the future?

A. Ten years from now I don’t think they’re going to be carrying around these fat textbooks.

I can’t imagine that there won’t be a time that all the textbooks won’t be on the tablet. Students will be able to take it with them. If Houghton Mifflin Harcourt can put an algebra book on a tablet, what’s to stop them from putting a science book on the tablet? In fact, it might create even more consistency about which texts are more used in the district.

Q. What about cost?

Principal Pam Clisham, who was also in the room during the interview added her thoughts on the matter.

Pam Clisham: They’re expensive, but so are textbooks. If you had one iPad and all of your textbooks were on your iPad, it would be the same cost. Right now textbooks are running $50 or $60 dollars a piece, plus supplementary materials.

Jeannetta Mitchell: A student just needs one iPad for all of middle school. For a three-year period, it would pay for itself, and then some.

Fonte: http://mindshift.kqed.org/2011/01/teaching-with-a-tablet-one-educators-experience/

Sem pesar na mochila, tablet pode substituir livro e caderno

Confira matéria do jornal Brasil Econômico sobre o futuro dos livros e cadernos digitais.

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De acordo com o recente estudo Tablets in the Classroom, desenvolvido pela Piper Jaffray, a maioria das escolas dos EUA está testando tablets com o objetivo de ter, em 2016, mais tablets por alunos do que computadores.

O levantamento, realizado com 25 diretores de tecnologia da informação (TI) de estabelecimentos de ensino, mostra que 11% das escolas pesquisadas oferecem um tablet por aluno e que 66% esperam estar nesta condição em cinco anos, índice que certamente impressiona.

Já a Índia apresentou, recentemente, o Aakash, um tablet destinado a estudantes e que terá um projeto piloto de distribuição gratuita com 100 mil unidades. Na sequência, o dispositivo terá preço subsidiado de apenas US$ 35.

E o Brasil? Estamos acompanhando esta tendência mundial? Algumas iniciativas tímidas são colocadas em prática. O Centro Universitário UniSEB COC de Educação a Distância entregou tablets aos seus alunos durante o ano letivo de 2011. Com o dispositivo, os estudantes têm acesso a materiais didáticos e vídeos das aulas.

Os tablets contam ainda com aplicativos e permitem o acesso à internet. Desta forma, alunos podem fazer pesquisa ou ler notícias em tempo real. Uma forma, sem dúvida, eficaz para estudar!

Em Fortaleza, tivemos outra iniciativa – um pouco mais polêmica do que a do COC. O colégio Ari de Sá lançou a campanha “Tablets substituem livros”. Trata-se de uma afirmação ousada e o fato é que a iniciativa reforça alguns benefícios, entre os quais os alunos não precisarem carregar livros nas mochilas e poderem fazer consultas e aprimorar conhecimentos.

De olho nessas possibilidades, a escola bilíngue Cidade Jardim Playpen, de São Paulo, quer testar o uso de tablets em turmas do sexto ano a partir deste ano. A ideia é usar os dispositivos no lugar dos tradicionais cadernos.

Confesso que estou curiosa para ver o resultado desta iniciativa. Ainda tenho dúvidas sobre se abandonar cadernos e fichários é realmente a melhor solução, mas, por outro lado, acredito que toda iniciativa de adotar tecnologias na Educação tem sim muito a contribuir, tornando o ensino mais divertido, por exemplo.

Mas, e as iniciativas públicas? O que o governo está preparando em relação à adoção dos tablets nas escolas? O Ministério da Educação anunciou recentemente que, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, irá distribuir tablets para alunos de escolas públicas.

A iniciativa, em um primeiro momento muito interessante, esbarra, infelizmente, na realidade segundo a qual a maioria dos professores brasileiros ainda não está preparada para ensinar seus alunos com o suporte de tablets e de outras tecnologias.

Neste contexto, sem dúvida alguma, há a necessidade de se investir fortemente na formação de professores. Peça fundamental do processo de ensino-aprendizagem, o professor precisa se qualificar e aprender ao máximo a utilizar todos os recursos disponíveis nas novas tecnologias digitais.

Somente desta forma conseguirá elaborar uma boa aula e atender às expectativas dos alunos.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/sem-pesar-na-mochila-tablet-pode-substituir-livro-e-caderno_111561.html